sexta-feira, 27 de maio de 2011

Filtros & Equalizadores


Princípio de Funcionamento: Filtrar e/ou equalizar, consiste em se alterar as características de amplitude (magnitude) e/ou fase de um sinal.

Freqüência de Corte – fc: é normalmente obtida no ponto de atenuação de 3 dB na amplitude e determina o limite da transição entre o sinal original e o sinal alterado (filtrado)

Tipos de filtros mais comuns:

1-     HPF = High Pass Filter = Filtro Passa Altas: Também pode ser chamado de LC = Low CUT.
 

2-     LPF = Low Pass Filter = Filtro Passa Baixas: Também pode ser chamado de HC = High CUT
  
 
3-     BPF = Band Pass Filter = Filtro Passa Faixa: obtido a partir da associação de um HPF com um LPF.

 
4-     APF = All Pass Filter = Filtro Passa Tudo: varia apenas a fase do sinal; não mexe com a amplitude.


  5-     Shelving = filtro em forma de tábua: produz a mesma variação de amplitude para as freqüências alteradas a partir de fc (freqüência de corte).



1-     Peaking = Filtro de pico: é um dos filtros mais usados na maioria dos equalizadores; a frequencia central (onde o filtro é cintonizado) é a que sofre maior alteração de amplitude. Tem o maior número de possibilidades de alteração de suas características, podendo variar em amplitude, largura de banda (BW) e freqüência. Em alguns equipamentos poderemos ter ao invés de BW a letra Q, representando o fator de qualidade também conhecido como fator de mérito do filtro.


TIPOS DE FILTRO PARA CROSSOVER (HPF/LPF)

BUTTERWORTH
Esse filtro é derivado de uma equação matemática mais simples, normalmente de 2ª ordem. Sua Grande preocupação é manter a resposta plana até a freqüência de corte
O Slope é de ganho constante e, por esse motivo, é um bom dispositivo para proteção dos alto falantes.
Possui a freqüência de corte no ponto de -3 dB, o que acarreta um ganho de +3 dB na transição entre os filtros LPF e HPF. Ocorre, também, uma inversão de fase (polaridade) na saída da alta freqüência.


BESSEL
 
Por não concordar com os problemas gerados pela equação de Butterworth (principalmente o problema de fase), criou-se outro filtro onde a fase é constante.
Não houve preocupação em se ter a resposta plana (Amplitude x Freqüência), tanto que há um decaimento suave, mesmo após a freqüência de corte.
É um filtro que soa muito bem e tem boa resposta de transientes.



LINKWITZ-RILEY
Russ Riley and Siegfried Linkwitz
Criado basicamente para resolver problemas de grandes sonorizações, esse filtro conseguiu aliar a fase constante de Bessel com a amplitude constante de Butterworth.
A idéia nasceu de um filtro de 4ª ordem, que associava dois Butterworth de 2ª ordem. Com isso a freqüência de corte passou para o ponto de -6 dB, gerando uma resposta plana na transição entre os componentes.
É o mais usado em sistemas de sonorização que trabalham com grande quantidade de potência por muito tempo.


CHEB-CHEV
É um filtro muito usado em telecomunicações e caracteriza-se por gerar uma ênfase antes da freqüência de corte (principalmente no caso do LPF).
Alguns equalizadores analógicos de masterização usam esse filtro para reforçar o final dos graves antes do corte.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Registro Grupo Serenô - Sambas e Afins


Registro do show do Grupo Serenô no dia 19 de fevereiro de 2011, na Sociedade 13 de Maio, casa em que o grupo se apresenta todos os sábados.

O grupo nasceu no ano de 2007 na cidade de Curitiba-PR. A 3 anos o Serenô Samba faz um trabalho delicado de pesquisa e interpretação do samba nas suas variadas formas.
Formado por Roseane Santos (voz e percussão), Eduardo Gomide (voz e violão), Gustavo Proença (voz e percussão), Fernando Lobo (voz e percussão), Raphael Araújo (percussão), Manchinha (gaita ponto) e Marco Filgueiras (cavaco).
Técnico Luigi Castel
Gravação Rafael Ribeiro

Sistema:
P.A Line D.A.S. Variant 112, Sub Nolf 2X18
CrossOver DBX Drive Rack PA
Monitores Antera e Mackie thump
Side Celestion
Mesa Yamaha 01V-96
Equalizadores: Techvox e Yamaha
Gravação: Sinal L/R main mix (pós fader) 

Confira o resultado:

Serenô 01 by Rafael Recording

Serenô 02 by Rafael Recording

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Registro Marcel Powell e Daniel Migliavacca

Daniel Migliavacca e Marcel Powell

Registro do show do violonista e compositor Marcel Powell e Daniel Migliavacca, jovens que exploram seus instrumentos dentro das mais variadas possibilidades por meio de interpretações vigorosas e cheias de improvisos onde a técnica está a serviço da música, contou com "canjas" de artistas como Glauco Solter (baixo) e Alexandre Ribeiro (clarinete) .O evento ocorreu no Original Beto Batata no bairro do Alto da XV em Curitiba, no dia 28/01/2011, dando continuidade às apresentações do circuito Off da 29ª Oficina de Música de Curitiba. Beto Batata espaço que já foi palco também para Marco Lobo e Trio Elf como postado anteriormente.
No dia em questão não pude estar presente durante o show, fiz apenas a ligação do sistema de gravação "apenas para registro".

O sistema utilizado:
Caixas amplificadas Mackie Thump TH15A P.A e monitor
Mesa Yamaha 01v96
Sinal L/R da mesa para MacBook com placa USB Behringer.
Gravação efetuada no Logic8

Confira:
Marcel Powell 01 by Rafael Recording

Marcel Powell 02 by Rafael Recording

Marcel Powell 03 by Rafael Recording

Marcel Powell 04 by Rafael Recording

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Processador de Dinâmica (Compressor)

Compressão




Compressor Analógico
Compressão da Gama Dinâmica: também chamado de DRC (do inglês dynamic range compression), ou simplesmente compressão, é um processo que ajusta o nível de um sinal gerado por uma fonte sonora. A compressão pode ser utilizada sobre uma gravação, ao vivo em uma sonorização, ou em radiodifusão para controlar o volume de áudio. O dispositivo utilizado para aplicar esse efeito é chamado compressor e pode ser analógico ou digital.

A manutenção do nível de sinal dentro de limites estabelecidos provoca uma diminuição da varição entre os picos e vales da onda sonora, consequentemente reduzindo a intensidade das alterações de dinâmica. O uso desse efeito pode evitar altos níveis de sinal indesejados ou ruídos em baixos niveis de sinal, proporcionando um maior controle de amplitude.

Seu uso pode ser feito também a fim de obter deliberadamente a distorção do som original, a partir da manutenção de niveis elevados de sinal.

O compressor nada mais é do que um botão de "volume", cujos principais parâmetros são:


Threshold: Ponto de referência de amplitude do sinal, a partir do qual o compressor deverá atuar.

Ratio: Correspode à taxa de compressão. Indica uma relação de atenuação da amplitude do sinal. Todo o sinal que ultrapassar o ponto do Threshold, deverá ser atenuado conforme a taxa escolhida. Ex: (2:1/ 3:1/ 4:1/ ∞:1)
Na taxa de  ∞:1 o compressor se torna um Limiter. 

Attack: Tempo que demora para o compressor abaixar a amplitude estabelecida.

Release: tempo gasto para que o compressor retorne com a amplitude ao nível original (sem atenuação)

Modos de Compressão (Hard Knee, Soft Knee)

O Knee controla a curva da curva de resposta, que é um ângulo agudo ou tem uma borda arredondada. O modo Soft Knee lentamente aumenta a taxa de compressão, como o nível aumenta e eventualment

Soft Knee: uma solução simples para o problema causado pela mudança brusca de ganho quando o sinal atravessa o limiar. Como o problema é causado pelo fato de que a mudança repentina de ganho é porque o "Knee" na curva de resposta é uma curva fechada, a solução é suavizar a curva fechada em uma curva gradual. Esta resposta é chamada de soft knee  por razões óbvias, como pode ser visto nas figuras abaixo.


Compressão Soft Knee















Compressão Soft e Hard Knee

Tipos de Compressão Peak ou RMS

No modo PEAK os controles de attack e release ficam disponíveis ao usuário. Já no modo RMS, o compressor atua com tempos "médios" geralmente definidos pelo circuito montado pelo fabricante. É extremamente importante que para um bom aprendizado voce trabalhe sempre no modo PEAK, assim poderá compreender os resultados da compressão cada vez que alterar algum dos parâmetros.

G.R. Meter
Gain Reduction Meter. Indica a quantidade de atenuação do sinal medido em dB.

Sidechain
É uma entrada alternativa que alguns compressores podem ter. Possibilita o controle da compressão a partir de um sinal externo. O sinal que entra pelo sidechain serce apenas para disparar a compressão do que está conectado ao input do aparelho.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

09/07/10 - DIA MUNDIAL DO ROCK

Evento realizado na Sociedade Treze de Maio. Casa tradicional da cidade, conhecida pelo samba.
Arte (festa de 120 anos da Sociedade 13 de Maio)
 Fora dos roteiros turísticos, a Sociedade Treze de Maio guarda uma rica história sobre a formação da Cidade de Curitiba.
Com a Abolição da Escravatura, os “africanos livres”, buscaram meios de sobrevivência na cidade. A criação de um Clube, uma Sociedade foi concretizada em junho de 1888. Mais tarde, passou-se a comemorar a fundação na data em que a Sociedade carrega no nome. Localizada numa região chamada de Boulevard São Francisco, habitada por negros, a Treze de Maio era ponto de referência para 99% dos libertos. Nela dividiam-se tarefas administrativas, convocavam reuniões, arrecadavam fundos, prestavam assistência aos irmãos necessitados, inclusive organizando enterros e funerais dignos, além de festas e outros eventos.


Mas como hoje o que queremos é a aboliçao do preconceito, seja ele racial, étnico ou de qualquer outro escalão, a casa abre as portas para os mais diversos tipos de eventos. Como o evento em questão, comemorando o DIA MUNDIAL DO ROCK, aonde pudemos assistir aos show das bandas curitibanas The Bone, Banda Paranóia (com repertório em tributo a Raul Seixas) e da Banda Bindagem.



Blindagem

Blindagem
A banda Blindagem pode ser considerada a cara paranaense do rock. Fundada no final dos anos 70, tornou-se a banda mais conhecida do Paraná ao longo dos anos. Foi a primeira do Estado a conseguir destaque nacional, com sucessos tocando nas rádios de todo país e shows nos principais programas de televisão da época. Com sua própria linguagem e estilo, a banda conquistou fãs de várias gerações, que continuam prestigiando a banda onde quer que ela toque. A Blindagem é formada pelo vocalista Rodriggo Vivazs, Paulo Teixeira (guitarra), Alberto Rodriguez (guitarra), Paulo Juk (baixo) e Rubén “Pato” Romero (bateria).

Blindagem - Miragem by Rafael Recording
Blindagem - Lá vai o Trem by Rafael Recording

Banda The Bone

Banda The Bone
Nascida no ano de 2008 em Curitiba, a banda originou-se de outras bandas de rock da cidade. Estes amigos, aliando suas vidas profissionais e particulares à música, têm a banda não só como um hobbie, mas também como um compromisso de honrar o trabalho desenvolvido na música, hoje infelizmente esquecido pela mídia.

Focando os Clássicos do Rock’n Roll em todas as suas origens e vertentes (Blues, Hard Rock, Punk e Heavy Metal), a banda prestigia a todos os roqueiros de todas as gerações interpretando bandas como Rolling Stones, Deep Purple, AC DC, Black Sabbath, Nazareth,, KISS entre outras.

The Bone by Rafael Recording


Paranóia
Ensaio Banda Paranóia

A Banda Paranóia foi formada em 2008 para fazer um TRIBUTO A RAUL SEIXAS. O repertorio além do Tributo conta também com musicas do ROCK, POP e pitadas de MPB.







Paranóia by Rafael Recording

Yamaha O3D

O sistema 
Mesa Yamaha O3D

Microfones: Shure SM58 SM57, Sennheiser Freeport, AKG dinãmico supercardióide e kit Sound King
Gravação Sinal L/R via S-PDIF

MacBook e M-Audio Fast Track Ulta
ProTools M-powered 8

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Minha Alegria

Gustavo Proença - Minha Alegria

Show do compositor e percussionista Gustavo Proença, com composições autorais resultantes de suas pesquisas sobre os ritmos brasileiros. O evento ocorreu no Teatro José Maria Santos, no dia 10 de novembro de 2010 e contou como tema as raízes do samba e suas vertentes.

Graduado em Música pela Faculdade de Artes do Paraná, nosso amigo Gusta foi acompanhado por conceituados artistas da cena curitibana como: Lucas Melo (violão), Tiago Portella (cavaquinho e produção músical), Evandro Manchinha (gaita ponto), Alex Figueiredo e Denis Mariano (percussão), Priscila Pontes e Teka Simon (vocais) e a participação especial da vocalista Iria Braga.

O Sistema


P.A. Mackie Thump
Monitores Antera
Mesa Yamaha 01v96
Equalizador Techvox 2313xs
Microfones Shure SM58 SM57, Behringer ECM8000, Sennheiser Freeport, kit SoundKing
Direct Box
Macbook e interface M-audio Fast Track Ultra

Confira o resultado:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Microfones para aplicações específicas

Shotgun

A necessidade de um microfone com ângulos de cobertura extremamente estreitos (60° a 30°), para captação a longa distância levou os pesquisadores a criarem um tipo de novo diagrama polar baseado em interferência de fase. Por dentro o tubo não é oco, mas tem uma série de peças que se destinam a corrigir a impedância acústica e a resposta de freqüência do sistema.

Quando a fonte está ao lado do microfone, cada onde penetra por árias ranhuras ao mesmo tempo. Neste caso, cada trecho da onda chega à membrana com um atraso diferente resultando em uma série de interferências de fase. Nesse tipo de microfone, a resposta de freqüência varia muito para cada ângulo de incidência. Ele é capaz de "isolar" quase que perfeitamente os sons indiretos e tem alta sensibilidade aos sons vindos no eixo de captação.
Shotgun
Parabólico

O efeito da parábola, cujas reflexões, são todas direcionadas para o mesmo ponto, provoca uma amplificação do som que está sendo captado. O problema é que ele não responde a ondas maiores que o diâmetro do disco, isso pode tornar o som artificial. É mais aconselhado para a captação de sons com a resposta de freqüência limitada e de longas distâncias.
Microfone Parabólico

Lapela

São normalmente microfones do tipo condensadores ou eletreto, de pequenas dimensões que podem ser disfarçados e utilizados em locais pouco comuns.  Normalmente são colocados no tórax, onde a emissão da voz não é a ideal. Sofrem muito com a interação do local onde são colocados e em muitos casos ficam sujeitos a ruídos de roupas e outros acessórios. Frequentemente têm resposta de freqüência realçada nos agudos que muitas vezes serve para compensar a perda de brilho causada pela absorção dos tecidos colocados em volta da cápsula. São em sua maioria ominidirecionais.
Microfone lapela


domingo, 2 de janeiro de 2011

Técnicas de captação estéreo

As técnicas de captação em estéreo são utilizadas quando queremos registrar e/ou reproduzir a sensação de espaço que envolve nossa percepção auditiva de um evento acústico. Todos os elementos devem ser considerados, desde a reprodução das imagens lateral e central, passando pela sensação de profundidade ou distância e ainda pela sensação acústica de envolvimento com o ambiente, que normalmente é representado por reverberação. O Surround faz com que essa experiência seja ainda mais real e conta com o auxilio dos efeitos de psicoacústica causados principalmente pelas defasagens.

Há quatro grupos principais de técnicas utilizadas:

  • Par Coincidente (X-Y, M-S e Blunlein)
  • Pares espaçados (A/B, 3x1, Deca Tree)
  • Par quase Coincidente (ORTF)
  • Cabeça Artificial (Dummy Head)
X-Y

Está técnica requer dois microfones direcionais idênticos, normalmente Cardióides. As cápsulas devem estar muito próximas - de preferência sobrepostas - formando ângulos que podem virar entre 90 e 130°. Quando montados de maneira correta, o resultado de sua soma em mono deve sofrer um acréscimo de até 6 dB na amplitude do sinal, sem cancelamento de fase.



M-S



Consiste também em dois microfones, um direcional apontado para o centro em direção à fonte sonora e outro, figura 8, com seu eixo rotacionado 90° em relação ao microfone do centro. O microfone figura 8 deve ter seu sinal duplicado com os controles de PAN completamente opostos; um 100% para esquerda e o outro 100% para a direita. O canal que tiver o PAN totalmente virado para a direita deve sofrer uma inversão de polaridade para que haja imagem estéreo quando somado ao microfone central. Assim a codificação MS ficará: M+S= L, enquanto que M-S=R.


Blumlein (Duplo 8)


Blumlein foi o precursor de todas as técnicas de captação que conhecemos hoje. Foi o primeiro a realizar  experiências com a captação quadrifonica que por sua vez é a antecessora do surround. A técnica do duplo 8 utiliza obviamente dois microfones bi-direcionais (figura 8) no mesmo ponto, só que rotacionados 90°entre si. Usa-se a mesma condição de sinais do M-S só que para dois microfones. Essa técnica tem bons resultados quando usamos distancias muito próximas. Tem uma separação de canais maior do que a técnica x-y e é um dos alicerces do surround.

Pares espaçados

A-B


Dois microfones idênticos são posicionados a uma mesma distância do centro da imagem. A imagem estéreo vem da defasagem e das diferenças de amplitude e resposta de freqüência dos sinais que chegam aos dois microfones. Não são compatíveis em mono, mas podem produzir imagens grandiosas de acordo com a interação com a fonte sonora.

3x1

Usa basicamente o mesmo princípio do A-B só que com uma regra de posicionamento e distância entre as cápsulas. Se um dos microfones estiver a 1 metro da fonte sonora, o outro também deverá estar, mas entre eles a distância deve corresponder a 3 vezes esse valor; neste caso, 3 metros.

Deca Tree


Criado pelos estúdios Deca, utiliza microfones direcionais numa combinação de distâncias e posicionamento que oferecem ao mesmo tempo as sensações de estereofonia e profundidade. É a técnica que mais se aproveita para as captações surround e guarda a mesma distância entre os microfones num arranjo em "arvore"



Par quase Coincidente (ORTF - Office de Radiodiffusion - Television Française)


Desenvolvida pela ORTF especialmente para a transmissão de concertos de música clássica, essa técnica que leva ao mesmo tempo o nome de seus criadores, utiliza normalmente dois microfones cardióides que podem ser angulados entre 70° e 140° e espaçados de 17 cm a 21 cm. A idéia é reproduzir a defasagem existente entre nossos ouvidos.

Cabeça artificial (Dummy Head)


O objetivo é tentar simular ao máximo o processo que envolve a nossa audição, literalmente copiando uma cabeça humana e colocando microfones em seus "ouvidos". A cabeça artificial simula inclusive, os cancelamentos de fase causados pelas reflexões da orelha. Na resposta de freqüência desse tipo de microfone nota-se um forte cancelamento na região dos agudos. Quando ouvimos de fones, essa técnica mostra uma realidade impressionante "enganando"perfeitamente o nosso cérebro.

Modelo de Dummy Head



Direcionalidade dos Microfones (padrão polar)

A resposta direcional é a maneira pela qual o microfone responde  a sons vindos de diferentes direções. A resposta direcional de um microfone é registrada normalmente em um diagrama polar. Este diagrama mostra o nível de pressão “percebido” pelo microfone vindo de todos os ângulos, em diferentes faixas de freqüência.

De forma geral, isso não depende do tipo de construção dos microfones, mas na maioria dos casos, a forma de construção pode influenciar o resultado e o tipo de padrão polar daquele microfone.

O padrão polar de um microfone pode determinar sua utilização para diferentes aplicações. Abaixo temos diferentes tipos de diagramas polares dos microfones.



Cardióide
Supercardióide
Hipercardióide
Figura 8 ou Bidirecional
Ominidirecional

Os microfones omnidirecionais captam o som de todas as direções de maneira praticamente igual. Funcionarão igualmente bem tanto quando apontados para longe quanto apontados na direção do tema, se as distâncias forem iguais. No entanto, até mesmo os melhores modelos omni tendem a se tornar direcionais em freqüências mais elevadas; assim, o som que vem por trás pode parecer um pouco mais “embotado” do que o que vem pela frente, embora pareça igualmente “alto”.

O tamanho físico do microfone omnidirecional tem relação direta com a manutenção de suas características omnidirecionais em freqüências muito elevadas. O corpo do microfone simplesmente bloqueia os comprimentos de onda mais curtos das altas freqüências que chegam por trás. Por isso, quanto menor o diâmetro do corpo do microfone, mais ele pode se tornar verdadeiramente omnidirecional.


Shotgun

Os microfones direcionais são especialmente projetados para responder melhor a sons que vêm pela frente (e por trás, no caso dos bidirecionais), tendendo a rejeitar sons que chegam de outras direções. Esse efeito também varia com a freqüência, e somente os melhores microfones são capazes de proporcionar rejeição uniforme em uma ampla gama de freqüências. Essa capacidade direcional geralmente é resultado de aberturas externas e passagens internas no microfone, que permitem que o som alcance os dois lados do diafragma de maneira cuidadosamente controlada. O som que chega pela frente do microfone ajudará a movimentar o diafragma, enquanto o som que chega pela lateral ou por trás cancelará o movimento.

Exemplo supercardióide